Fui poucas vezes à sua casa, então é sempre com um ar de novidade que me divirto com a idéia que ele teve de escrever "H2O" em mosaico de azulejos na elevação que contém a caixa d'água.

Entre as mudanças desde minha última visita está a arrumação que ele fez no pátio, juntando objetos de aparência rústica: pelo alto, uma corrente de ferro da qual pendem sinetas de boi e um lampião; do teto também pendem cabaças presas por fios trançados; nas paredes, pequenas "prateleiras" presas a pedaços verticais de madeira bruta portam vasinhos de plantas, e quadros esculpidos em madeira ajudam a ocupar o espaço; numa parede, uma prateleira de madeira suporta vasos de cerâmica e um velho ferro de passar roupa, daqueles que funcionavam com carvão; pelo chão, mais vasos, e outros com plantas.

Dentre esses objetos, um me chamou a atenção. Não por ser novidade, mas justamente por ser um velho conhecido: Um dos quadros esculpidos em madeira já havia adornado nossas paredes há muito tempo atrás, quando ainda morávamos juntos: Retrata um velho barbudo, de pés descalços deixados à mostra pela calça tucandeira — palavra que o dicionário Aurélio ignora, chamando-a pesca-siri —, trazendo dois cestos cheios de frutas (cocos?) presos pelas alças aos braços cruzados.


Papai comprou esse quadro há muito tempo, em Fortaleza. Mamãe nunca se agradou muito dele. Mas agora "o véio do Tonho" certamente encontrou um lugarzinho em que se sente em casa. :-)
1 comentários:
E não é q a casa de "Véi Tonho" tá cada dia mais interessante? =)
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