12 Março 2008

Derrapagem do papai

A "bruxa" que andou produzindo acidentes de automóvel envolvendo membros da família ultimamente (Emerson e Jaírton) aparentemente continua à solta. Desta vez o envolvido foi o Tonho.

Ontem (11/03/2008), indo de Belém a Castanhal à noite e debaixo de chuva, ele estava no km 29 da BR-316, entre Benevides e Santa Isabel, em frente à fábrica da Mico's:


Exibir mapa ampliado

Nesse momento assustou-se com uma moto que ia adiante um pouco mais lento. No movimento rápido que fez para desviar para a faixa da esquerda, o carro derrapou, girou 180° no sentido horário, bateu no meio-fio direito e ficou com as duas rodas esquerdas para fora da pista, na parte rebaixada e gramada.


Felizmente o Tonho não se machucou, e o motoqueiro também escapou de ser colhido pelo carro durante a derrapagem.

Papai ligou para a Simone para obter o número de telefone da seguradora, e também para me avisar para que fosse lá fazer-lhe companhia, porque aquele ponto era ermo e escuro. Eu estava no Iguatemi. Fui deixar a Rosana e a Luísa em casa e me dirigi para lá.

Quando cheguei, lá pelas 21 horas, já havia chegado um taxista enviado pela seguradora. Papai foi me contando o acontecido. Depois de uma certa espera, chegou o reboque.

A posição do carro dificultou a retirada. Puxar com um cabo de aço não foi suficiente. O reboque teve que manobrar para se pôr na contra-mão na frente do carro para usar a rampa como uma espécie de alavanca. Combinando o uso da "alavanca" com o cabo, foi possível aos poucos ir puxando o carro para dentro da pista e para cima da rampa, não sem arrastar bastante o fundo do carro no meio-fio que era bem alto.

Já passava das 23 horas quando estávamos prontos para partir. Papai estava em dúvidas se ia para Belém ou Castanhal, mas finalmente decidiu ir para Castanhal no táxi; o carro seria levado para uma oficina em Belém. Tudo resolvido, peguei meu carro e voltei para casa. Com cuidado... :-P

25 Janeiro 2008

Enquanto isso, na Presidente Vargas...


Mais um dia em que a avenida Presidente Vargas esteve interditada por caminhões da Secretaria de Economia da Prefeitura de Belém, esperando pelo apoio da Polícia Militar que até agora não veio.

Do Portal ORM:

Impasse- O impasse entre o ambulantes e a Prefeitura começou após uma decisão da Justiça Federal, que determinou que o orgão municipal fizesse a desobstrução das calçadas da Avenida num prazo de 5 dias. O prazo encerrou no último sábado(19), quando os ambulantes foram retirados pela Polícia Federal. Mas na segunda-feira(21), eles retornaram à Avenida. A categoria entende que a determinação contempla apenas a calçada dos Correios, autor da ação, impetrada em 2001.

Desde então, a Avenida têm sido interditada pela Secon, que visa garantir a segurança de quem precisa passar pela via, prevenindo protestos, já que no dia da retirada houve confronto com a Polícia.

Na quarta-feira(23), três fiscais da Secretaria chegaram a ser agredidos por manifestantes, por isso a operação foi suspensa, até que haja apoio da polícia para executar a ação. Mas segundo a Secon, o Comando da PM ainda não se manifestou sobre o pedido de apoio.

17 Novembro 2007

Símbolo para o ateísmo ("Only sky")

Estes dias andei pensando em um símbolo para o ateísmo. Acabei chegando à idéia de um símbolo matemático de conjunto vazio colocado acima de um homenzinho, para transmitir a idéia de "nenhum deus acima do homem". Acabei optando por um estilo "palitinho", pois acho importante que seja fácil de desenhar à mão.

Na busca por idéias acabei encontrando uma coisa engraçada no YouTube: Um cara propôs um concurso de propaganda do ateísmo. As pessoas deveriam fazer vídeos curtos (até 30 segundos) fazendo propaganda do ateísmo para teístas. Os vídeos deveriam apelar mais para a emoção do que para a razão. O campeão seria escolhido por uma equipe de três teístas amigos do sujeito que propôs a idéia.

Um dos vídeos candidatos, bonitinho, usava a música "Imagine" do John Lennon. Os primeiros versos dessa música são bem sugestivos:

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us, only sky
Que significa:
Imagina que não há nenhum paraíso
É fácil se tu tentares
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu
A minha solução para o símbolo do ateísmo até então — o símbolo de conjunto vazio acima do homem — não estava me agradando muito porque estava ocupando muito espaço vertical. Além disso, é previsível que algum teísta iria fazer piada do símbolo, dizendo que "ateu não tem nada na cabeça".

Então me veio essa frase: "Acima de nós, só o céu", e me deu um estalo: Ao invés de colocar o grande e redondo símbolo de conjunto vazio, eu poderia colocar alguma coisa menor que simbolizasse o céu — "só o céu". Assim o símbolo não ficaria tão verticalizado.

A decisão veio de outra característica que eu gostaria que o símbolo tivesse: a possibilidade de ser "desenhada" com caracteres do teclado, como um emotícone. Eu podia desenhar o homem: o|-<... Que mais? Resolvi que um asterisco, que poderia ser entendido como uma estrela ou o sol, poderia representar o "só o céu" que há acima de nós. E também coloquei um abre-parêntese para representar a (curvatura da) Terra. E assim, o "emotícone" ficou: *o|-<(, e o símbolo propriamente desenhado ficou assim:
O texto "ΑΘΕΟΣ" significa "ateu" em grego.

Inspirado pelos vídeos do YouTube, resolvi até fazer um pequeno vídeo para fazer propaganda de meu novo símbolo:


Que tal? Bonitinho? ^_^

31 Outubro 2007

Lembranças da Paramatica

Esta segunda-feira (29/10/2007), levei a Rosana de carro para a Unama, mas tinha uma missão adicional: doar à biblioteca alguns livros de informática antigos e alguns mangás avulsos cuja coleção eu interrompi e que estavam entulhando nossa estante de livros.

Enquanto o rapaz catalogava os mangás, lembrei de dar uma folheada nos livros para ver se não havia nenhum papel importante esquecido dentro deles.

Acabei encontrando uns folders de dois produtos de software produzidos pela Paramatica (sem acento, mas se lê "paramática"), uma pequena empresa onde eu trabalhei algum tempo antes de entrar na Receita. Minha breve experiência na iniciativa privada. :-)

A Paramatica era de Carlos Augusto Souza Jatene, parente do ex-governador do Pará Simão Jatene. Funcionava numa sala de um prédio comercial do centro de Belém. Desenvolvíamos quase que exclusivamente para a Albras, produtora de alumínio com sede em Barcarena, onde o Jatene tinha trabalhado no passado. A Albras tinha um ambiente de grande porte que rodava o sistema operacional PIC. A linguagem de programação que usávamos era o PIC-BASIC, um "dialeto" de BASIC adaptado para trabalhar com o PIC.

Para editar arquivos no PIC usávamos um incômodo editor de linha. Me lembro que fiz um editor WYSIWYG. Ficou legal, mas ficava lento quando o arquivo era muito grande. Eu tinha planos de implementar um esquema de paginação para manter apenas um pedaço do arquivo na memória, mas passei no concurso da Receita antes disso.

Os dois folders reencontrados por mim eram de produtos prêt-à-porter com os quais a Paramatica buscava ampliar sua clientela, saindo da dependência da Albras: o Ponthus e o dB-KIT.

Eu participei do desenvolvimento do dB-KIT. Basicamente era um módulo de funções para a linguagem Clipper que implementava arrays dinâmicos de até três dimensões armazenadas em strings. A idéia era armazenar essas strings nos campos "memo" dos arquivos .dbf (campos de texto de tamanho livre), permitindo implementar um banco de dados não normalizado, à semelhança do usado no PIC.

Me lembro de testar todas as combinações de parâmetros das funções de manipulação de arrays do PIC-BASIC para garantir que as funções do dB-KIT produzissem exatamente os mesmos resultados.

Algum tempo depois que entrei para a Receita saiu o inovador Clipper 5, que permitia a criação de arrays dinâmicos e multidimensionais. Não pude evitar de lembrar do dB-KIT e de pensar como esse lançamento o tornava obsoleto.

Fui algumas vezes à Albras com o Jatene. Uma vez, a hora do almoço, fomos ao refeitório e o cardápio era um peixe com um molho branco-amarelado... Quem me conhece sabe que não gosto de peixe, mas aquele ali me surpreendeu. Acho que foi a única vez que comi um peixe não-sardinha-em-lata de que gostei.

Outra vez ficamos até tarde e perdemos o barco de volta para Belém. O jeito foi recorrer a um pô-pô-pô. Que medo deu, viajar à noite com a água batendo perto da borda do barquinho... Mas tudo acabou bem.

Nessa época eu ainda não era o "Ensjo". Minha mania era assinar meus programas como "Emerson Ioseph" (em vez de "José"), motivo pelo qual o Jatene me chamava às vezes de "Iôzep".

Foi um tempo legal, trabalhar na Paramatica. Em tempos mais recentes fiquei sabendo que ela tinha virado um curso de informática ou algo assim. Não sei se continua funcionando. Mas as boas lembranças continuam comigo.

10 Outubro 2007

Cururu conjuntivítico

Lulu pegou uma conjuntivite. Andou com o olhinho inchado estes dias e perdeu aula. Só hoje o oftalmologista tinha vaga para uma consulta. Fomos ela, eu e a Rosana. O consultório estava cheio! No corredor onde esperávamos tinha uma escada, e a Lulu se distraiu com ela durante um tempo, e aí tirei esta foto no celular. Ficou tão bonitinha, tive que publicar! ^_^

25 Julho 2007

Luísa descobre "glitch" no jogo Madagascar (PlayStation 2)

Hoje a Luísa me chamou para mostrar um "glitch" (pequeno defeito) que ela descobriu no jogo Madagascar no PlayStation 2. Em determinada fase, o leão Alex anda pelas ruas de Nova Iorque procurando pela Estação Central para trazer a zebra Marty de volta para o zoológico. Luísa descobriu que, pulando sobre uma parada de ônibus, e de lá para uma árvore próxima...


...ela conseguia fazer o leão ficar flutuando, como se estivesse apoiado numa "borda" invisível da árvore.


Eis aqui um vídeo em que registrei o meu Cururu danado em ação:

09 Abril 2007

O véio do Tonho

Dia 1º de abril eu e a Simone fomos a Castanhal visitar o papai, que completara 62 primaveras no dia 30 de março.

Fui poucas vezes à sua casa, então é sempre com um ar de novidade que me divirto com a idéia que ele teve de escrever "H2O" em mosaico de azulejos na elevação que contém a caixa d'água.


Entre as mudanças desde minha última visita está a arrumação que ele fez no pátio, juntando objetos de aparência rústica: pelo alto, uma corrente de ferro da qual pendem sinetas de boi e um lampião; do teto também pendem cabaças presas por fios trançados; nas paredes, pequenas "prateleiras" presas a pedaços verticais de madeira bruta portam vasinhos de plantas, e quadros esculpidos em madeira ajudam a ocupar o espaço; numa parede, uma prateleira de madeira suporta vasos de cerâmica e um velho ferro de passar roupa, daqueles que funcionavam com carvão; pelo chão, mais vasos, e outros com plantas.


Dentre esses objetos, um me chamou a atenção. Não por ser novidade, mas justamente por ser um velho conhecido: Um dos quadros esculpidos em madeira já havia adornado nossas paredes há muito tempo atrás, quando ainda morávamos juntos: Retrata um velho barbudo, de pés descalços deixados à mostra pela calça tucandeira — palavra que o dicionário Aurélio ignora, chamando-a pesca-siri —, trazendo dois cestos cheios de frutas (cocos?) presos pelas alças aos braços cruzados.



Papai comprou esse quadro há muito tempo, em Fortaleza. Mamãe nunca se agradou muito dele. Mas agora "o véio do Tonho" certamente encontrou um lugarzinho em que se sente em casa. :-)